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Artigo / 21.07.2017 Estudo mostra que um ovo por dia pode deixar crianças mais fortes

O ovo é um daqueles alimentos que geram polêmica: às vezes se diz que faz bem, às vezes se diz que faz mal. Agora, uma nova pesquisa voltou a ressaltar os benefícios dele, incentivando que seja incluído no cardápio de de crianças a partir do 6° mês de vida.

 

O estudo, realizado por pesquisadores de saúde pública dos Estados Unidos e do Equador e publicado recentemente no jornal científico Pediatrics, analisou a influência do alimento em um grupo de 163  bebês de 6 a 9 meses de uma província humilde do Equador. As crianças foram divididas em dois grupos: metade recebeu um ovo por dia na alimentação, enquanto a outra metade não ganhou nenhum. O peso e a altura das crianças eram avaliados a cada semana.

 

Após 6 meses, os pesquisadores analisaram os dados e perceberam que as crianças que comeram os ovos diariamente eram maiores e mais altas do que aquelas que não receberam o alimento. Além disso, elas também apresentaram 74% menos chances de ficar abaixo do peso adequado e 47% menos chances de desenvolver raquitismo e atrofia muscular.

 

Essa proteção que o ovo exerce, segundo os cientistas,  se deve ao seu alto nível de proteínas e vitaminas B12, entre outros nutrientes essenciais para o desenvolvimento infantil. Ainda de acordo com os autores do estudo, um ovo fornece 50% dos nutrientes diários de que o bebê necessita.

 

“O ovo é um alimento completo e bom para crianças que não têm uma alimentação adequada. Por conta das proteínas, vitaminas e cálcio, como o estudo comprovou, o alimento preveniu o raquitismo. Mas a principal vantagem é que, por ser rico nos ácidos DHA e ARA, o ovo ajuda no desenvolvimento cognitivo da criança”, explica o pediatra Thiago Gara, do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco (SP).

 

O DHA (ácido docosahexaenoico), é um ácido graxo do tipo ômega 3, fundamental para o desenvolvimento cerebral e da visão nas crianças. Além de ser encontrado na gema do ovo, ele também está presente no leite materno e em peixes de água fria (como salmão, atum e sardinha, por exemplo). Junto a ele, o ARA, ácido araquidônico, colabora com a evolução do sistema nervoso.

 

No cardápio

Está pensando em adicionar o ovo no cardápio do seu filho? Vá em frente! Mas é importante ressaltar que, como recomenda a Organização Mundial de Saúde, o aleitamento materno deve ser exclusivo até os 6 meses de idade. Depois desse período, o ovo pode ser inserido na dieta da criança. "O ideal é que ele não seja oferecido frito, e sim cozido ou mexido, com pouco sal", alerta o pediatra Thiago Gara.

 

Fonte: Revista Crescer, 06/2017

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