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Artigo / 21.04.2017 A vitória dos ovos contra o fantasma do Colesterol
A vitória dos ovos contra o fantasma do Colesterol

Pesquisadores, nutricionistas e a classe médica de todo o mundo têm caminhado juntos na direção de um consenso: o consumo de ovos traz somente benefícios à saúde. Este alimento, hoje reconhecido como rica fonte de proteína, vitaminas, minerais e várias substâncias essenciais ao bom funcionamento do organismo, conquistou nos últimos anos mais uma vitória: está comprovado que ele não tem relação com o aumento das taxas de colesterol do sangue.

 

Para compreender a dimensão desta conquista, é preciso conhecer a origem da fama indevida que os ovos tiveram por tanto tempo. Os primeiros argumentos de que os ovos poderiam ser perigosos à saúde surgiram em 1968, por uma recomendação da American Heart Association em limitar o consumo de ovos para, no máximo, três vezes na semana. Isso se deu pelo aumento da incidência de doenças cardiovasculares nos Estados Unidos.

 

No entanto, na ocasião não se levou em conta muitos fatores relevantes e que de fato contribuíam para este quadro, como o consumo de calorias, os diferentes tipos de gorduras, alimentos refinados e açúcares ingeridos pelas pessoas. “Hoje esta realidade é bem diferente. Diversos estudos científicos têm sido realizados nas últimas décadas e comprovam que o ovo, ao contrário do que era especulado, não está vinculado à ocorrência de doenças cardíacas e ao acidente vascular cerebral”, afirma Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil. Isso porque a quantidade de colesterol do ovo e de qualquer outro alimento não tem impacto direto sobre os níveis de colesterol presentes no sangue.

 

“Apenas 1/3 do colesterol do ovo é absorvido pelo corpo, sendo que cerca de 70% da substância é produzida pelo fígado. Com essa confirmação, é possível afirmar que o consumo diário do ovo está livre de qualquer associação com o LDL-c, popularmente conhecido como colesterol ruim”, reforça Lúcia.

 

Entenda o que é Colesterol


O colesterol é uma gordura natural de nosso corpo, que não se mistura com a água e, por isso, não consegue circular sozinha pelo sangue. Para que este fluxo ocorra bem e o colesterol chegue a seu destino final, que são glândulas e células, ele é transportado pelas lipoproteínas LDL, HDL e VLDL – siglas estas mais comuns na rotina de quem faz exames periódicos. Confira na imagem acima a diferença entre cada uma delas.

 

Existe um mecanismo no organismo que regula e controla a produção hepática, como também a excreção do colesterol através da bile, fluido que age como um “detergente” do corpo, facilitando a digestão de gorduras e a absorção de nutrientes no intestino. Quando precisamos de mais colesterol, há um aumento de sua captação por meio de gorduras que estejam livres ou sem função. Caso o intestino apresente funcionamento adequado, o colesterol é naturalmente eliminado do corpo.

 

Além destas funções principais, esta substância também serve de matéria-prima para outras demandas do organismo, como a produção da vitamina D, de hormônios como a testosterona e a progesterona, e compõe a estrutura dos neurônios, melhorando a transmissão dos impulsos nervosos.

 

Cabe ressaltar que em níveis normais o colesterol é uma substância essencial para o bom funcionamento do organismo. Apenas quando muito elevado, pode contribuir com alterações do sistema circulatório, tais como obstruções em artérias.

 

O colesterol alto não apresenta sintomas, portanto é recomendável realizar exames de sangue periódicos que contenham valores de lipídeos e de glicemia para que o médico faça o diagnóstico e o eventual tratamento. É importante que as pessoas tenham hábitos saudáveis de vida para que tenham um “HDL c” elevado e um “LDL c” baixo. “Além disso, este é comprovadamente um alimento acessível, de baixo custo e fácil de ser inserido na dieta alimentar”, conclui Lúcia.

 

Fonte: Instituto Ovos Brasil, 31/03/2017

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