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Artigo / 07.01.2016 O consumo de ovos e a saúde do idoso

Entende-se como idoso no Brasil a pessoa com 60 anos ou mais (1). Estima-se que até 2025 haverá um aumento significativo na população idosa e o Brasil será o 6º país no mundo com o maior número de idosos. De acordo com a OMS, a Organização Mundial de Saúde, o envelhecimento é um processo natural, dinâmico e complexo caracterizado por alterações funcionais e bioquímicas (2).

 

Pesquisa realizada com idosos do ABC Paulista identificou que a qualidade de vida em declínio estava relacionada, neste grupo, à má saúde geral, estado emocional alterado e preocupação geral, inclusive financeira (3).

 

A alimentação tem uma grande importância na saúde, pois com o avanço da idade, alterações fisiológicas podem mudar ou alterar o hábito alimentar. Mastigação, deglutição e digestão ficam prejudicadas, o que pode ocasionar alterações do estado nutricional. Interações entre medicamentos e nutrientes também são bastante comuns, levando o idoso a deficiências nutricionais.

 

Com o avanço da idade, alterações fisiológicas ocorrem naturalmente, como diminuição da absorção de cálcio e menor biodisponibilidade de produção de vitamina D pela pele com consequente redução da massa óssea, diminuição da massa magra, alterações no sistema imunológico, alterações na visão, alterações no sistema digestivo com alteração no paladar e salivação, percepção de olfato, redução da produção de secreção gástrica, maior estresse oxidativo, entre outros.

 

O ovo é fonte de proteína e seu consumo auxilia a evitar a perda de massa magra. De acordo com o grupo PROT-AGE, evidências mostram a necessidade de um aumento de ingestão de proteínas para o idoso. Essa necessidade ocorre devido ao declínio da resposta anabólica. Esse aumento é necessário pelo efeito das respostas inflamatórias e condições catabólicas associadas com doenças agudas e crônicas que ocorrem com a idade (4).

 

Nutricionalmente equilibrado, o ovo possui em sua composição carotenóides importantes para a saúde dos olhos: a luteína e a zeaxantina – cuja eficácia da absorção e benefícios foram comprovados a partir de dois estudos. Godrow at all, concluíram que o consumo de ovos por 33 pessoas acima de 60 anos durante 12 semanas elevou os níveis de luteína e zeaxantina sem elevar o colesterol plasmático(5), e estudo realizado por Wenzel at all com 24 pessoas mostra que as pessoas que consumiram 1 ovo ao dia por 12 semanas tiveram aumento da densidade óptica, aumento da zeaxantina no soro, sem elevação do colesterol plasmático (6).

 

O ovo é rico em nutrientes antioxidantes importantes para a saúde, como vitamina A, zinco, magnésio e selênio.

 

O ovo é também um dos poucos alimentos que possuem vitamina D em sua composição e, por isso, pode efetivamente contribuir para um melhor aporte dessa vitamina para a manutenção do equilíbrio do organismo. Outra vitamina encontrada no ovo, cuja deficiência o idoso costuma ter, é a vitamina K, que participa do processo de coagulação do sangue. Também é comum a deficiência de ferro e esse mineral torna-se biodisponível após o processo de cocção do ovo (gema).

 

A colina, presente em grande quantidade no ovo é uma vitamina do complexo B fundamental na produção de acetilcolina, que está relacionada à condução do impulso nervoso nos neurônios relacionados à memória, que declinam com a idade. A deficiência de colina também está relacionada a processos inflamatórios responsáveis pelas doenças cardiovasculares (7).

 

O ovo é um alimento saboroso, prático e saudável, e deve fazer parte da alimentação do idoso. O Instituto Ovos Brasil incentiva o consumo desse alimento associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Também recomenda o cozimento do ovo como a melhor forma de preparo, pois preserva os nutrientes e ainda evita o incremento de calorias adicionais.

 

Bom apetite!

 

Lúcia Endriukaite é nutricionista do Instituto Ovos Brasil. Especialista em Nutrição Esportiva e Administração em Serviços de Nutrição e Dietética e membro fundador da Associação Paulista de Fitoterapia – APFIT.

 

Referências bibliográficas

1.    MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica- Alimentação saudável para a pessoa idosa. Um Manual para profissionais de saúde.

2.    OMS - Organização Mundial da Saúde. Envelhecimento Ativo: uma Política de saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005.

3.    Yokoyama, C.E. Qualidade de vida na velhice segundo a percepção de idosos frequentadores de um centro de referência; Psicologo – informação, ano 10, No 10, jan/dez 2006.

4.    J. Bauer et al. Evidence-Based Recommendations for Optimal Dietary Protein Intake in Older People: A Position Paper From the PROT-AGE Study Group / JAMDA 14 (2013) 542 a 559

5.    Goodrow,E et al.Consumption of one egg per day increases serum lutein and zeaxanthin concentrations in older adults without altering serum lipids and lipoprotein cholesterol concentrations. Journal of Nutrition. 136:2519-2524

6.    Wenzel et al. A 12-Wk Egg Intervention Increases SerumZeaxanthin and Macular Pigment Optical Density in Women. Journal of Nutrition 2006 136: 2568-2573

7.    Zeisel SH.  The fetal origins of memory: the role of dietary choline in optimal brain development. Pediatr. 2006; 149(5 Suppl):S131-6

 

Fonte: www.ahoradoovo.com.br

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Artigo / 30.11.2015 Mulher mais idosa da Europa faz 116 anos comendo 3 ovos por dia

A italiana Emma Morano, a mulher mais idosa da Europa, completou 116 anos e o seu segredo de longenvidade pode ser os três ovos diários que comeu durante boa parte de sua vida, afirmam os jornais italianos.

 

Nascida em 29 de novembro de 1899, Morano é a segunda mulher mais velha do mundo, atrás da americana Susannah Mushatt Jones, nascida quatro anos antes, segundo o jornal La Stampa.

 

Os genes têm com certeza algo a ver com sua longevidade: sua mãe morreu aos 91 anos e uma de suas irmãs aos 107. Seu DNA está sendo estudado na Universidade de Harvard.

 

De caráter enérgico, mora sozinha em um apartamento de dois cômodos e só aceitou ser ajudada no ano pasado. Essa mesma força a levou, em 1938, a se separar de seu marido violento, que batia nela, logo depois de perder um bebê de sete meses.

 

Foi assim que, com 39 anos, em uma época em que não existia divórcio, decidiu viver sozinha "porque não queria depender de ninguém", explicou ao The New York Times. Até os 75 anos, foi operária no setor têxtil e viveu quase toda sua vida na pequena localidade de Verbania, no Piemonte.

 

Aos 20 anos, quando tinha anemia, um médico recomendou que comesse dois ovos crus e um cozido pela manhã, um conselho que seguiu até os 110 anos, o que supõe o consumo de cerca de 100.000 ovos em toda sua vida.

 

Fonte: AFP

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Artigo / 26.10.2015 Benefícios do ovo vão muito além do desenvolvimento muscular

Quem acha que o ovo é o vilão da dieta está completamente enganado. O produto de origem animal é, na verdade, o grande trunfo para ganhar músculos além de garantir outros benefícios para o organismo. “Os nutrientes da gema complementam o que a clara oferece. Para quem faz dieta, o ovo agrega às porções de carne e frango semanais”, explica a nutricionista Ariane Pereira. Na clara, está 60% do peso do ovo onde você encontra água e a albumina, proteína essencial para o crescimento muscular, e é duas vezes menos calórica que a gema. Na parte amarela do ovo existem as vitaminas essenciais o organismo, como as do complexo B e outros minerais.

 

Conheça as vantagens que o ovo tem na sua alimentação.

 

Corpo em forma - Café-da-manhã

De acordo com pesquisas da Universidade de Connectcut (EUA), as pessoas que ingerem ovo na primeira refeição do dia se saciam com menos calorias durante as 24 horas seguintes, comparado a quem come apenas carboidratos. Coincidentemente, ou não, outro estudo que complementa a informação indica que pessoas com maior consumo de proteínas e menos carboidratos pela manhã, acham mais fácil manter o corpo em forma, segundo a Universidade de Illinois (EUA).

 

Corpo vitaminado

As vitaminas são compostos orgânicos que servem para fazer todo o seu organismo funcionar. Desde repor tecidos, a prevenir doenças. Por isso, é tão importante ter na dieta alimentos naturais. O ovo é uma excelente fonte de vitaminas A, D, E e B12, que, de uma maneira geral fazem bem aos olhos, pele, ossos e memória, respectivamente. As vitaminas e os sais minerais estão contidos na gema - que de vilã não tem nada. Você precisa de vitaminas que ajudam seu cérebro a funcionar e enviar com sucesso as sinapses. Para isso, é importante comer a gema do ovo também. “Nela está a colina, uma vitamina do Complexo B, que é relacionada à memória e tem suplementos que ajudam em todo o funcionamento”, diz Ariane.

 

“As proteínas de alta absorção e lipídio, que tornam biodisponíveis nutrientes importantes são associadas à prevenção da degeneração celular”, explica a nutricionista Betina.

 

Dieta balanceada

Não é saudável, tem poucos benefícios, mas que ovo frito é uma delícia, é! Infelizmente, por causa da fritura, o ovo tem uma fonte extra de gordura saturada - aquela que aumenta o mau colesterol (LDL) por causa do óleo que você adiciona para fritá-lo. “Além disso, você perde os antioxidantes e algumas vitaminas que são mais sensíveis ao calor, como a E”, explica Ariane. Prefira-o cozido - dá para colocar na salada e comer frio - mexido, omeletes ou poché. O colesterol contido no ovo é importante para sintetizar hormônios como a testosterona, que é um anabolizante natural do organismo, e a vitamina D que mantém as células saudáveis.

 

“O ideal é comer um ovo pós-treino. Se quiser ingerir mais proteína, quebre outra clara e adicione à receita”, sugere a nutricionista Ariane.

 

Músculos grandes - Crescimento

Um ovo cozido possui, em média, seis gramas de proteína. A quantidade não é suficiente para um dia, mas é uma excelente fonte ao longo da dieta. “A clara do ovo contém albumina, uma proteína que ajuda no desenvolvimento muscular”, diz a nutricionista. Ela é uma das principais propriedades que se unem às fibras do seu organismo para que seu corpo inche e cresça após a atividade física. “A parte branca do ovo ainda possui nove aminoácidos essenciais, tornando-a aliada para o aumento de massa muscular e contribuir na recuperação”, explica a nutricionista, Betina. Não dispense a gema: ela contém altas quantias de vitamina B12, essenciais na quebra de gordura para a construção muscular.

Pós-treino 
Apesar de tantas qualidades, a principal delas é garantir a reposição da proteína e carboidrato após a atividade física. Aproveite os benefícios – e o fato de ser um alimento leve para comer à noite – e coma o ovo (cozido, poché ou mexido) depois de treinar.

 

Ovo Cru 
Tem gente que substitui a proteína pós-treino por ovo cru para garantir a construção da fibra muscular. “Quando você coze a clara, uma proteína chamada avidina é inativada e você não aproveita a vitamina no desenvolvimento do músculo”, aponta Betina. Mesmo com essa vantagem, comer ovo cru não é bom. Há um grande risco de ser infectado pela Salmonella, uma bactéria que poderá deixar você doente por um bom tempo.

 

Armazene corretamente
Algumas geladeiras têm local para dispor os ovos na porta. Mas este não é o local ideal. “Além de ser a parte mais quente do equipamento, eles ficam soltos e qualquer movimento pode fazer a casca rachar, facilitando a entrada de microorganismos. Prefira a prateleira debaixo, junto com outros os crus. Caso quebre, não cairá sobre outro alimento”, ensina Betina.

 

Mas o ovo não precisa ficar refrigerado. Fora da geladeira, ele dura de 10 a 15 dias. Faça o teste para saber se ele está bom: coloque-o numa tigela e cubra com água fria. Se ele flutuar, descarte-o. Se afundar, é porque ainda pode ser comido. Lembre-se de sempre quebrar o ovo em uma tigela antes de adicionar à receita, algumas vezes o teste pode falhar.

 

Fonte: www.webrun.com.br

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