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Artigo / 04.02.2016 Pesquisadores desenvolvem pílula à base de gema de ovo que neutraliza a ação do glúten em pessoas com doença celíaca

Esta notícia pode dar um sopro de esperança para as pessoas que sofrem com a doença celíaca. A doença celíaca é uma doença autoimune, ou seja, as próprias células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório. Na doença celíaca, a  inflamação é provocada pelo glúten, proteína presente no trigo, cevada e centeio. Esse processo inflamatório, que no caso ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia das vilosidades intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes.

 

Uma pesquisa recente feita na Universidade de Alberta, no Canadá indica que é possível que  o glúten ingerido possa ser revestido por anticorpos que estão presentes na gema de ovo. Isso garantiria que o glúten não pudesse afetar o intestino dos celíacos.

 

Se inspirando em um amigo com intolerância ao glúten, o pesquisador Dr. Hoon Sunwoo desenvolveu uma pílula a partir dos anticorpos da gema que pode ser tomada antes das refeições e permite que pessoas com doença celíaca consigam comer qualquer alimento com glúten.  Este suplemento se une ao glúten no estômago e ajuda a neutralizar os malefícios que a substância proporcionaria no intestino delgado de alguém com doença celíaca.  Ele acredita que a gema de ovo é a chave para que as pessoas com intolerância ao glúten possa ter uma vida mais confortável.

 

O intestino delgado é revestido com vilosidades que absorvem vitaminas, minerais e açúcares. Quando celíacos consumem glúten, a gliadina e a gluteina presentes nele afetam as vilosidades, impedindo que elas absorvam nutrientes. Consequentemente, poucas horas depois de comer alimentos ricos em glúten, pessoas com a doença celíaca podem ter diarreia severa e vômitos que podem durar vários dias.

 

O suplemento à base de ovo ainda precisa ser testado. Se a avaliação prevista para 2015 for bem-sucedida, o medicamento poderá estar disponível em 2018.

 

Fonte: diariodebiologia.com

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Artigo / 07.01.2016 O consumo de ovos e a saúde do idoso

Entende-se como idoso no Brasil a pessoa com 60 anos ou mais (1). Estima-se que até 2025 haverá um aumento significativo na população idosa e o Brasil será o 6º país no mundo com o maior número de idosos. De acordo com a OMS, a Organização Mundial de Saúde, o envelhecimento é um processo natural, dinâmico e complexo caracterizado por alterações funcionais e bioquímicas (2).

 

Pesquisa realizada com idosos do ABC Paulista identificou que a qualidade de vida em declínio estava relacionada, neste grupo, à má saúde geral, estado emocional alterado e preocupação geral, inclusive financeira (3).

 

A alimentação tem uma grande importância na saúde, pois com o avanço da idade, alterações fisiológicas podem mudar ou alterar o hábito alimentar. Mastigação, deglutição e digestão ficam prejudicadas, o que pode ocasionar alterações do estado nutricional. Interações entre medicamentos e nutrientes também são bastante comuns, levando o idoso a deficiências nutricionais.

 

Com o avanço da idade, alterações fisiológicas ocorrem naturalmente, como diminuição da absorção de cálcio e menor biodisponibilidade de produção de vitamina D pela pele com consequente redução da massa óssea, diminuição da massa magra, alterações no sistema imunológico, alterações na visão, alterações no sistema digestivo com alteração no paladar e salivação, percepção de olfato, redução da produção de secreção gástrica, maior estresse oxidativo, entre outros.

 

O ovo é fonte de proteína e seu consumo auxilia a evitar a perda de massa magra. De acordo com o grupo PROT-AGE, evidências mostram a necessidade de um aumento de ingestão de proteínas para o idoso. Essa necessidade ocorre devido ao declínio da resposta anabólica. Esse aumento é necessário pelo efeito das respostas inflamatórias e condições catabólicas associadas com doenças agudas e crônicas que ocorrem com a idade (4).

 

Nutricionalmente equilibrado, o ovo possui em sua composição carotenóides importantes para a saúde dos olhos: a luteína e a zeaxantina – cuja eficácia da absorção e benefícios foram comprovados a partir de dois estudos. Godrow at all, concluíram que o consumo de ovos por 33 pessoas acima de 60 anos durante 12 semanas elevou os níveis de luteína e zeaxantina sem elevar o colesterol plasmático(5), e estudo realizado por Wenzel at all com 24 pessoas mostra que as pessoas que consumiram 1 ovo ao dia por 12 semanas tiveram aumento da densidade óptica, aumento da zeaxantina no soro, sem elevação do colesterol plasmático (6).

 

O ovo é rico em nutrientes antioxidantes importantes para a saúde, como vitamina A, zinco, magnésio e selênio.

 

O ovo é também um dos poucos alimentos que possuem vitamina D em sua composição e, por isso, pode efetivamente contribuir para um melhor aporte dessa vitamina para a manutenção do equilíbrio do organismo. Outra vitamina encontrada no ovo, cuja deficiência o idoso costuma ter, é a vitamina K, que participa do processo de coagulação do sangue. Também é comum a deficiência de ferro e esse mineral torna-se biodisponível após o processo de cocção do ovo (gema).

 

A colina, presente em grande quantidade no ovo é uma vitamina do complexo B fundamental na produção de acetilcolina, que está relacionada à condução do impulso nervoso nos neurônios relacionados à memória, que declinam com a idade. A deficiência de colina também está relacionada a processos inflamatórios responsáveis pelas doenças cardiovasculares (7).

 

O ovo é um alimento saboroso, prático e saudável, e deve fazer parte da alimentação do idoso. O Instituto Ovos Brasil incentiva o consumo desse alimento associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Também recomenda o cozimento do ovo como a melhor forma de preparo, pois preserva os nutrientes e ainda evita o incremento de calorias adicionais.

 

Bom apetite!

 

Lúcia Endriukaite é nutricionista do Instituto Ovos Brasil. Especialista em Nutrição Esportiva e Administração em Serviços de Nutrição e Dietética e membro fundador da Associação Paulista de Fitoterapia – APFIT.

 

Referências bibliográficas

1.    MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica- Alimentação saudável para a pessoa idosa. Um Manual para profissionais de saúde.

2.    OMS - Organização Mundial da Saúde. Envelhecimento Ativo: uma Política de saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005.

3.    Yokoyama, C.E. Qualidade de vida na velhice segundo a percepção de idosos frequentadores de um centro de referência; Psicologo – informação, ano 10, No 10, jan/dez 2006.

4.    J. Bauer et al. Evidence-Based Recommendations for Optimal Dietary Protein Intake in Older People: A Position Paper From the PROT-AGE Study Group / JAMDA 14 (2013) 542 a 559

5.    Goodrow,E et al.Consumption of one egg per day increases serum lutein and zeaxanthin concentrations in older adults without altering serum lipids and lipoprotein cholesterol concentrations. Journal of Nutrition. 136:2519-2524

6.    Wenzel et al. A 12-Wk Egg Intervention Increases SerumZeaxanthin and Macular Pigment Optical Density in Women. Journal of Nutrition 2006 136: 2568-2573

7.    Zeisel SH.  The fetal origins of memory: the role of dietary choline in optimal brain development. Pediatr. 2006; 149(5 Suppl):S131-6

 

Fonte: www.ahoradoovo.com.br

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Artigo / 30.11.2015 Mulher mais idosa da Europa faz 116 anos comendo 3 ovos por dia

A italiana Emma Morano, a mulher mais idosa da Europa, completou 116 anos e o seu segredo de longenvidade pode ser os três ovos diários que comeu durante boa parte de sua vida, afirmam os jornais italianos.

 

Nascida em 29 de novembro de 1899, Morano é a segunda mulher mais velha do mundo, atrás da americana Susannah Mushatt Jones, nascida quatro anos antes, segundo o jornal La Stampa.

 

Os genes têm com certeza algo a ver com sua longevidade: sua mãe morreu aos 91 anos e uma de suas irmãs aos 107. Seu DNA está sendo estudado na Universidade de Harvard.

 

De caráter enérgico, mora sozinha em um apartamento de dois cômodos e só aceitou ser ajudada no ano pasado. Essa mesma força a levou, em 1938, a se separar de seu marido violento, que batia nela, logo depois de perder um bebê de sete meses.

 

Foi assim que, com 39 anos, em uma época em que não existia divórcio, decidiu viver sozinha "porque não queria depender de ninguém", explicou ao The New York Times. Até os 75 anos, foi operária no setor têxtil e viveu quase toda sua vida na pequena localidade de Verbania, no Piemonte.

 

Aos 20 anos, quando tinha anemia, um médico recomendou que comesse dois ovos crus e um cozido pela manhã, um conselho que seguiu até os 110 anos, o que supõe o consumo de cerca de 100.000 ovos em toda sua vida.

 

Fonte: AFP

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