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Artigo / 12.04.2016 Embrapa desenvolve produto para aumentar proteção e durabilidade do ovo

Uma película de nanopartículas capaz de revestir a casca e conferir ao ovo propriedades como maior durabilidade e resistência a impactos está em estudo na Embrapa Aves e Suínos, de Concórdia, em Santa Catarina. Os pesquisadores buscam reduzir a permeabilidade da casca, que é porosa, e aumentar a proteção microbiológica do ovo. O objetivo é garantir a qualidade por mais tempo e ampliar o período de conservação.

 

O farmacêutico Francisco Noé da Fonseca, pesquisador da Embrapa Aves e Suínos, considera que a tecnologia ajudará na transferência do produto entre regiões, permitindo que atinja distâncias maiores, e na abertura de novos mercados para exportação. “O produtor terá mais tempo para distribuir os ovos”, afirma.

 

Segundo o pesquisador, com o revestimento, o tempo de prateleira dos ovos poderá ser ampliado sem a necessidade de refrigeração, garantindo valor agregado ao produto. Atualmente, o prazo de validade do ovo fora da refrigeração varia de duas a três semanas.

 

A pesquisa iniciou há sete meses e, neste período, já foram constatados alguns resultados preliminares. Os ovos revestidos com a película e mantidos em temperatura ambiente duram pelo menos um mês sem perder suas características. O ovo próprio para o consumo deve ter clara espessa e membrana da gema resistente. Com a ação do tempo, ocorre a degradação natural do produto. A clara vai ficando liquefeita e a membrana da gema se rompe mais facilmente. A lavagem do ovo in natura — feita em algumas indústrias, embora não obrigatória no Brasil — é um dos fatores que contribui para o menor tempo de validade. Isto porque o procedimento remove a película de proteção natural do ovo. “A ideia é simular esta película que a galinha faz naturalmente”, descreve Fonseca.

 

Os pesquisadores estão buscando em laboratório uma fórmula para aplicação da película em escala industrial. Nesta fase de testes, a substância está sendo aplicada com o uso de um spray. A Embrapa aposta na busca de empresas parceiras, tanto na parte de escalonamento da produção do composto nanoestruturado quanto em equipamentos para revestir os ovos. A segunda etapa consiste em validar a técnica por meio de parcerias com empresas e granjas, além de verificar a viabilidade econômica da tecnologia para pequenos e médios produtores. A pesquisa vai até começo de 2017.

 

Fonte: Correio do Povo 

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Artigo / 22.02.2016 Ovo vira 'amigo da dieta'

Durante muito tempo, ele foi acusado de elevar os níveis de gordura no sangue. Mas, graças aos estudos científicos, nas últimas décadas, esse mal-entendido foi desfeito. O ovo pode sim sair da sua lista negra. Ele possui muitas propriedades boas para a saúde. "O alimento é rico em ácidos graxos poliinsaturados, vitaminas D, A, B6, B12, ferro, fósforo, proteínas e representa 22,5% das necessidades diárias de uma pessoa", afirma o nutrólogo André Veinert.

 

Ele recomenda a ingestão de um ovo por dia para quem não tem problemas com colesterol. Quem está com o índice elevado, deve comer, no máximo, dois ovos por semana. "É preciso ficar atento ao consumo de bolos, massas e panquecas que levam ovos. Sugiro usar as claras ao invés das gemas." A clara tem 15 calorias e não apresenta gordura. 

 

Estudos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo) revelam que os ovos de aves criadas soltas possuem cerca de quatro vezes mais vitamina A - essencial para regeneração da pele e das mucosas - que os de granja. Já um estudo da Universidade Pennington, em Lousiana (Estados Unidos), diz que o ovo pode ajudar na perda de peso, porque as proteínas presentes no alimento tornam a digestão mais lenta, diminuindo a sensação de fome. "O ideal para quem está fazendo dieta é consumir ovo no final da tarde. Isso ajuda a diminuir a vontade de comer doce", recomenda o nutrólogo André Veinert.

 

Por fim, pesquisa da Universidade de Connecticut (EUA) mostrou que o consumo de um ovo inteiro no café da manhã pode ser eficiente para melhorar os níveis do HDL, o bom colesterol, na corrente sanguínea de indivíduos com síndrome metabólica - isto é, que apresentam fatores de risco para doenças cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames cerebrais) e diabetes. O HDL retira a gordura do sangue e a leva de volta ao fígado, evitando que se formem depósitos de gordura nos vasos.

 

Fonte: liberal.com.br

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Artigo / 04.02.2016 Pesquisadores desenvolvem pílula à base de gema de ovo que neutraliza a ação do glúten em pessoas com doença celíaca

Esta notícia pode dar um sopro de esperança para as pessoas que sofrem com a doença celíaca. A doença celíaca é uma doença autoimune, ou seja, as próprias células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório. Na doença celíaca, a  inflamação é provocada pelo glúten, proteína presente no trigo, cevada e centeio. Esse processo inflamatório, que no caso ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia das vilosidades intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes.

 

Uma pesquisa recente feita na Universidade de Alberta, no Canadá indica que é possível que  o glúten ingerido possa ser revestido por anticorpos que estão presentes na gema de ovo. Isso garantiria que o glúten não pudesse afetar o intestino dos celíacos.

 

Se inspirando em um amigo com intolerância ao glúten, o pesquisador Dr. Hoon Sunwoo desenvolveu uma pílula a partir dos anticorpos da gema que pode ser tomada antes das refeições e permite que pessoas com doença celíaca consigam comer qualquer alimento com glúten.  Este suplemento se une ao glúten no estômago e ajuda a neutralizar os malefícios que a substância proporcionaria no intestino delgado de alguém com doença celíaca.  Ele acredita que a gema de ovo é a chave para que as pessoas com intolerância ao glúten possa ter uma vida mais confortável.

 

O intestino delgado é revestido com vilosidades que absorvem vitaminas, minerais e açúcares. Quando celíacos consumem glúten, a gliadina e a gluteina presentes nele afetam as vilosidades, impedindo que elas absorvam nutrientes. Consequentemente, poucas horas depois de comer alimentos ricos em glúten, pessoas com a doença celíaca podem ter diarreia severa e vômitos que podem durar vários dias.

 

O suplemento à base de ovo ainda precisa ser testado. Se a avaliação prevista para 2015 for bem-sucedida, o medicamento poderá estar disponível em 2018.

 

Fonte: diariodebiologia.com

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