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Artigo / 09.12.2016 Naturovos recebe o Prêmio Chico Mendes

A empresa gaúcha Naturovos, uma das maiores produtoras de ovos do país, recebeu o Prêmio Chico Mendes, edição 2016, em reconhecimento ao seu sistema Wetland, por permitir a prática socioambiental vinculada à sua Estação de Tratamento de Efluentes (ETE). A empresa participou do Programa de Certificação pelo Compromisso com a Gestão Socioambiental Responsável (Procert), que concede o parecer técnico e aponta as práticas que merecem o Selo Verde e, consecutivamente, o recebimento do Prêmio Chico Mendes.

 

O Wetland é um moderno sistema de recolhimento, filtragem, purificação e reutilização da água destinada para processos industriais. Ele se baseia em um conceito natural e amigo do ambiente, no qual a água é filtrada e purificada em uma rede de açudes ecológicos projetados, que funcionam como reserva natural de água, possibilitando, além de reciclagem, um habitat controlado para fauna e flora locais. O Wetland da Naturovos está localizado em Salvador do Sul, no Rio Grande do Sul, junto ao complexo industrial da unidade de ovos pasteurizados da Naturovos. Com ele, a empresa reduz drasticamente a sua necessidade de consumo de recursos naturais, além de auxiliar o ecossistema por meio de um processo seguro e 100% amigo do ambiente.

 

 A premiação Chico Mendes foi criada para incentivar e disseminar a aplicação de novos conceitos de desenvolvimento sustentável. Dividida em várias categorias, abrange a gestão responsável pública e privada, empreendimentos sustentáveis, produtos ecologicamente corretos e ações de destaque na área socioambiental. Quase 500 empresas se inscreveram para a edição de 2016, das quais um pouco mais de 45 obtiveram a pontuação necessária para receber o aval da premiação e a autorização para a utilização do Selo Verde, que promove a distinção e a valorização das marcas junto aos seus mercados consumidores. 

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Artigo / 18.11.2016 Entenda por que o ovo pode ser considerado um superalimento

Um alimento que viveu altos e baixos ao longo dos anos, chegou a ser rotulado como o grande inimigo da alimentação e, há mais de 10 anos, foi absolvido. Hoje, o ovo alçou o status de superalimento e passou a ser considerado um "comprimido" de nutrientes em um invólucro 100% natural. Não é à toa: dentro da casca frágil estão guardados proteínas, ferro, zinco e vitaminas A, B12, B2, B5, D e E.

 

— Ele tem todos os nutrientes necessários para formar uma nova vida, por isso é realmente muito completo — garante o nutricionista Gabriel Carvalho.

 

Outros pontos positivos são o baixo índice glicêmico e a ausência de carboidratos. A combinação de proteínas e gorduras garante a saciedade.

 

— A proteína do ovo é a mais biodisponível para o nosso organismo, ou seja, é a que tem melhor perfil de absorção. A gema é rica em compostos bioativos e antioxidantes. Nela, está a colina, uma vitamina do complexo B muito importante para o sistema nervoso central — ressalta o professor Rafael Longhi, do Centro Universitário Metodista.

 

Uma das pesquisas cruciais em benefício do ovo foi publicada em 1999. O médico Frank Hu, professor de nutrição na Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que não havia correlação entre a ingestão de ovos e o aumento nos problemas de saúde. Na sua pesquisa, Hu acompanhou por 14 anos mais de 117 mil pessoas saudáveis, com idades entre 40 e 75 anos (homens) e 34 e 59 anos (mulheres) e concluiu que o consumo diário de um ovo não traria impacto sobre o risco de doença cardíaca coronária ou acidente vascular cerebral entre homens e mulheres saudáveis.

 

Com a ciência dando parecer mais favorável, a indústria avícola passou a investir em campanhas para chamar a atenção dos consumidores para os benefícios do alimento. No Rio Grande do Sul, um projeto da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) criado em 2013 impulsionou as vendas. Intitulado Ovos RS, o selo passou a disseminar informações para a população e também para os produtores, fazendo do Estado um dos maiores consumidores de ovos do Brasil, com 227 unidades per capita por ano.

Com mais procura, indústrias e produtores se mobilizaram para inovar. Buscaram trazer tendências de outros países para o mercado brasileiro. A partir daí, passaram a surgir nas prateleiras dos supermercados e lojas especializadas ovos enriquecidos, líquidos e até mesmo a proteína do ovo em pó.

 

Seguindo o mercado internacional, as próximas novidades que devem desembarcar por aqui são os ovos com casca colorida e os cozidos, afirma o diretor-executivo da Asgav e embaixador do International Egg Commission no Brasil, José Eduardo Santos.

 

FIQUE POR DENTRO DO QUE HÁ NO MERCADO

 

TRADICIONAIS

 

As aves são criadas em gaiolas ou aviários chamados de californiano, 
que não têm telamento.

 

CAIPIRAS

 

São produtos de aves criadas soltas, mas com cuidados com a água e a alimentação. Podem ser comparadas com as aves que eram criadas em casa.

 

ORGÂNICOS

 

Seguem a mesma lógica dos ovos caipiras, no entanto, há um cuidado maior com a alimentação. Essas aves só recebem alimentos com certificação orgânica.

 

GEMA DE OURO

 

Aves criadas em gaiolas que recebem alimentação balanceada. Sua dieta tem mais milho, que trabalha a parte da pigmentação da gema, e também um produto natural à base de pimentão.

 

LÍQUIDOS

 

Vendidos em embalagens de um litro, os ovos líquidos são encontrados nas versões gemas, claras ou ovos inteiros. Por passarem por um processo de industrialização, oferecem menos risco de contaminação. Contudo, podem acabar perdendo alguns nutrientes. 

— Quanto mais natural for a fonte, melhor é absorvida pelo organismo. Hoje, estão sendo usadas, principalmente as claras. A pergunta que temos de fazer é se as nossas necessidades proteicas são tão altas assim a ponto de justificar o uso do produto. Se isso não irá prejudicar a absorção de outros nutrientes. Temos de lembrar que a clara não possui vitaminas, é apenas uma fonte de proteínas — observa o professor Rafael Longhi, do Centro Universitário Metodista.

Mesmo assim, sua praticidade é uma das principais vantagens.

 

ENRIQUECIDOS COM ÔMEGA 3 E SELÊNIO

 

São ovos categorizados como especiais, pois trazem mais nutrientes. De acordo com o sócio-proprietário da AgroAvícola Filippsen Raul Filippsen, todo o processo de enriquecimento é feito por meio da alimentação das aves. No caso dos ovos ricos em ômega 3, as galinhas são alimentadas com rações formuladas com alto teor do ácido graxo. O óleo de linhaça é uma dessas fontes.

O mesmo ocorre com o selênio, mineral com alto poder antioxidante e encontrado em abundância na castanha do Pará. Apesar do complemento, é preciso cautela.

— É importante procurar um especialista para avaliar se esses produtos são indicados para si e qual deve ser a dose consumida. No caso do ômega 3, por exemplo, se for exposto a altas temperaturas, pode perder os nutrientes — diz o nutricionista Gabriel de Carvalho.

 

ALBUMINA

 

É a principal proteína presente na clara do ovo. Vendida como suplemento alimentar em pó, é indicada pra atletas, pessoas em processo de emagrecimento e crianças em fase de crescimento. Vale lembrar que seu consumo só deve ser feito mediante indicação de um nutricionista.

— É uma proteína de absorção de média a lenta, que pode fornecer todos os aminoácidos de que precisamos — diz Carvalho.

Assim como o suplemento à base de proteína do leite, a albumina pode ser misturada em shakes, preparações como bolos, panquecas, biscoitos etc.

 

EM PÓ

 

Assim como no processo de pasteurização, a exposição ao calor pode fazer com que haja perda de nutrientes. Seria mais indicado pela praticidade.

 

CUIDADO COM O EXAGERO

 

O consumo de até um ovo por dia pode trazer benefícios à saúde. Em situações específicas, como no caso de atletas ou pessoas com alguma patologia, quem deve orientar a quantidade correta é um nutricionista.

 

Para se obter os benefícios, é preciso que o ovo esteja cozido. Quando cru, pode ser prejudicial.

 

A gema não deve ser descartada, pois é fonte da maior parte dos nutrientes e metade das proteínas do alimento.

 

Fonte: ZH

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Artigo / 06.10.2016 Faz mal comer ovo todos os dias?

É fácil de cozinhar, tem proteína e é saboroso. O ovo é um fiel companheiro do café e do pão no café da manhã em muitos países. Seus altos índices de proteínas e vitaminas A, D e B12 fazem dele um alimento cheio de nutrientes que costuma ser recomendado por especialistas. Por outro lado, um de seus principais componentes é a gordura, relacionada ao aumento do colesterol no sangue, o que pode levar a problemas cardíacos.

 

Portanto a pergunta: é saudável comer ovos todos os dias?

 

A maioria das pessoas saudáveis pode comer até sete ovos por semana sem que isso aumente o risco de incidência de doenças do coração, escreve o cardiologista Francisco López-Jimenez na página de internet da Clínica Mayo, dos Estados Unidos. Diversos estudos mostraram que o consumo de um ovo por dia pode até prevenir alguns tipos de infarto, segundo o especialista.

 

Um estudo de 1999 da Universidade de Harvard, que analisou 115 mil pessoas durante uma década, concluiu que comer um ovo diariamente não levaria a um aumento do colesterol no sangue.

https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1479490909826

Alguns acreditam que o ovo pode ser a principal fonte de gordura de uma refeição, mas na realidade deveríamos nos preocupar mais com as gorduras saturadas.

 

Essa advertência foi feita pelo sistema público de saúde da Grã-Bretanha (NHS), que recomenda reduzir o consumo de alimentos como salsicha, presunto, manteiga e óleo - que têm um efeito maior sobre a quantidade de colesterol no sangue do que os ovos.

 

"Para aqueles que já têm altos índices de colesterol no sangue, o melhor é limitar o consumo de ovos a dois ou três por semana", disse à BBC Mundo a nutricionista Margaret Brown, da clínica Mayo.

 

Qual é a forma mais saudável de comer ovos?

 

Já que sabemos que comer um ovo de galinha por dia pode ser considerado benéfico para a saúde - então podemos começar a saborear diariamente um ovo frito com sal, certo?

 

Não é bem assim. Os diferentes preparos do alimento também transformam o seu impacto para a saúde.

 

Os ovos pochê são os mais recomendados pelos médicos. Há diferentes formas de cozinhá-los. Uma delas é cozinhá-los sem casca em água muito quente, mas não fervente. O tempo de cozimento não deve exceder quatro minutos.

 

Mas se seus dotes culinários não estão à altura desta técnica, cozinhar os ovos é a segunda alternativa recomendada, pois desse modo a gema preserva a maioria de seus nutrientes.

 

Ovos fritos ou mexidos são as maneiras menos recomendadas de consumi-los. Isso porque nessas formas de preparo as gorduras naturais são oxidadas, afirmou à BBC Mundo a especialista em nutrição integrativa Rebecca Eisenmann.

 

Além disso, fritá-los em óleo aumenta a quantidade de gordura em 50%, segundo o NHS.

 

Se ainda assim sua preferência são ovos fritos, a nutricionista Margaret Brown recomenda que você adicione à panela o mínimo possível de gordura. Algumas formas de fazer isso são usar óleo de canola ou óleo vegetal em spray.

 

Que tipo de ovos comprar?

 

Com a nova moda de comer produtos orgânicos, é válido perguntar se é melhor consumir ovos de galinhas criadas em pequenas granjas ou produzidos de forma industrial. A opção orgânica é boa, mas tudo depende do orçamento do consumidor, segundo Brown.

 

"O principal é que o produtor mantenha os ovos livres de germes nos processos de lavagem, embalagem e transporte", disse.

 

Para Eisenmann, porém, a gema é de melhor qualidade se o animal tiver se alimentado com nutrientes encontrados em área para pasto e tenha ficado em contato com o sol - procedimentos característicos de pequenas granjas.

 

A clara alimenta da mesma forma que a gema?

 

A gema concentra a maior quantidade de proteína dos ovos. Mas duas claras contêm quase a mesma quantidade de proteínas de um ovo inteiro, de acordo com Margaret Brown.

 

"Se você quer limitar seu consumo de colesterol, uma boa alternativa é preparar um omelete de claras", disse ela.

 

Porém, na clara há uma proteína que pode causar alergias alimentares. Por isso, não é bom abusar do consumo delas.

 

Os especialistas consultados concordam que apesar do ovo ser uma das mais valiosas fontes de proteína animal, seu consumo deverá ser ajustado às necessidades da dieta de cada pessoa.

 

Fonte: UOL

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